A falta de tempo deixou de ser apenas uma percepção subjetiva. Atualmente, economistas e sociólogos analisam esse cenário como um fenômeno real. Em 2025, estudos indicam que o tempo se consolidou como um ativo de valor. Consequentemente, esse fator influencia decisões de consumo, trabalho e investimento, especialmente nos grandes centros.
Segundo uma reportagem do portal UAI, o mercado considera o tempo um “artigo de luxo”. Isso ocorre devido à combinação entre rotinas sobrecarregadas, longos deslocamentos e múltiplas responsabilidades. O veículo aponta ainda que os consumidores escolhem cada vez mais soluções que devolvam horas à rotina, pois priorizam a produtividade e a qualidade de vida.
Dessa forma, essa mudança de comportamento impacta diretamente a economia de serviços e o mercado de franquias. O destaque fica para modelos que operam com automação, como as lavanderias de autoatendimento.
Novos hábitos de consumo
Análises recentes mostram que a Geração Z redefine o conceito de luxo. Ou seja, esse público prioriza experiências, bem-estar e a otimização do tempo em detrimento da posse de bens materiais. Nesse sentido, um levantamento do portal E-commerce Brasil aponta que o tempo livre se tornou um novo símbolo de valor entre os jovens.
Marcos Pueyrredon, especialista em transformação digital e presidente do Instituto de Transformação Digital da América Latina (ITD), reforça essa visão:
“O consumidor atual valoriza soluções que eliminem fricções do dia a dia e permitam maior controle sobre o uso do tempo”.
Lavanderias de autoatendimento transformam a rotina
Dentro desse contexto, as lavanderias de autoatendimento ampliam sua presença nas cidades brasileiras. O modelo elimina etapas tradicionais do serviço doméstico ao oferecer equipamentos profissionais e ciclos rápidos. Além disso, a operação intuitiva dispensa a necessidade de atendimento contínuo por funcionários.
A Lavland Lavanderia Express, franquia com sede em São José (SC), se insere nesse movimento. De fato, o crescimento da marca acompanha transformações importantes, como a redução dos espaços residenciais e a busca por soluções práticas.
Para Felipe Filipini, CEO da marca, a verticalização das cidades aumenta a demanda por serviços que substituem estruturas domésticas.
“Os modelos baseados em uso compartilhado e autoatendimento vêm sendo adotados por reduzir custos operacionais e atender à necessidade do consumidor de resolver tarefas cotidianas com menor esforço e tempo reduzido”, comenta Felipe.
Ademais, o avanço da “economia do tempo” altera também o perfil do investidor. Modelos que exigem menor presença física e permitem gestão remota atraem empreendedores interessados em eficiência.
Uma tendência estrutural
Especialistas ouvidos por veículos como UAI e E-commerce Brasil afirmam que essa transformação não é passageira. Ao contrário, a urbanização acelerada e o avanço tecnológico sustentam o crescimento de serviços que simplificam a vida.
Portanto, para o mercado de franquias, esse cenário reforça uma mudança estrutural. Conveniência e automação deixam de ser diferenciais e passam a integrar os requisitos básicos para o sucesso em ambientes urbanos dinâmicos.